20/07/2016

Devaneios de uma formanda

É difícil eu vir aqui pra escrever algo pessoal. Pra fazer um desabafo. Mas enfim, as vezes é bom. 
Pouco mais de uma semana depois que terminei a faculdade me fiz a seguinte pergunta: pra que eu me formei mesmo? Quase que no piloto automático a cultura de massa e a qual fomos moldados desde criança a seguir diz: para ter diploma, arrumar um bom emprego, trabalhar de segunda a sexta, ganhar dinheiro. 

Mas tendo terminado longos anos de faculdade que pareciam intermináveis - porém agradáveis, sempre fiz e aprendi coisas que gosto muito - não sei bem se quero um emprego na área de segunda a sexta. Das 8 as 18. De férias no natal e ano novo. Dentro do escritório me perguntando se é isso mesmo.
Assim que me formei fiquei um tempo só curtindo coisas que eu gosto de passar o tempo sem sentir a culpa de ter um trabalho para fazer ou prova pra estudar, mas logo - como toda boa capricorniana - veio a sensação: eu precisava estudar e aprender algo, mesmo que sozinha. Me lembro de um período assim que eu tinha entrado na faculdade que escrevia muito, tentava traduzir tudo que sentia nas palavras, mas deixei esse hábito de lado por um tempo.
Voltando a minha pergunta de formanda, conclui mais algo: Não quero trabalhar no escritório, de segunda a sexta, com salário de 5 dígitos pseudo-bem-sucedida. Quero trabalhar pra mim, dá onde eu quiser. Investir no meu projeto pessoal e fazer a minha empresa crescer. Que ela cresça e ajude muitas pessoas, porque tudo que a gente joga pro universo meu caro, com certeza volta pra gente.
Estou na minha saga desesperada por conteúdo de empreendimento digital e estou amando, eu finalmente encontrei um assunto (mais um, além de design) que me motiva, que me alegra quando estou consumindo e me faz querer passar a noite toda vendo sobre.
Enfim, eu até tento escrever textos sem me aprofundar nos assuntos e contar tudinho (guardo muito bem o segredo dos outros, mas os meus espalho aos 7 ventos) mas gosto de marcar em certos períodos coisas que estou pensando, fazer uma linha do tempo me lembra da minha trajetória até aqui, para me lembrar de não me arrepender de nada, pois tudo que eu fiz e caminhos que tracei me trouxeram aqui.

Fim - dessa fase, a nova tá só começando.

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